Project Description
É a área da saúde que promove prevenção, tratamento e reabilitação de indivíduos, promovendo a autonomia, independência das pessoas em suas diversas fases da vida e em diferentes condições físicas, sensoriais, intelectuais, emocionais e sociais.
O objetivo é ampliar o campo de conhecimento, com intervenção nas áreas da saúde, educação e esfera social, os indivíduos com algum prejuízo na inserção e participação em seu grupo social, por dificuldade temporária ou definitiva de autocuidados (alimentação, vestuário e higiene), produtividade (escola, trabalho e atividades domésticas), tempo livre e lazer (brincadeiras e recreação).
O papel da terapia ocupacional no Transtorno do Espectro Autista
A terapia ocupacional infantil tem como um de seus principais objetivos desenvolver as áreas de: atividades de vida diária (AVDs), motricidade fina, escrever e brincar. E é através do brincar que a criança aprende e interage com o mundo utilizando as informações que se apresentam pelos sentidos (sistemas auditivo, tátil, proprioceptivo, vestibular, visual, oral e olfativo).
Para o indivíduo com TEA, como já mencionamos anteriormente, o terapeuta ocupacional desenvolve competências através do brincar. No entanto, o papel mais importante é, também, avaliar e intervir nas disfunções de processamento sensorial. Isto irá permitir remover barreiras, de forma a ajudar as crianças com esta disfunção a aprenderem e a tornarem-se mais equilibradas e atentas.
Estima-se que cerca de 60% a 70% das crianças com transtorno do espectro autista apresentam uma disfunção no processamento/modulação sensorial (Adamson, 2006). Estudos realizados descrevem que o processamento das funções receptivas, ou seja, a capacidade para selecionar, adquirir, classificar e integrar as informações, isto é, as sensações, a percepção, a atenção e a concentração dos indivíduos com TEA, ocorrem de forma mais lenta (Edmans, 2004). Esta descoberta nos faz concluir que a criança com TEA demonstra déficit na armazenagem das informações, pois carecem de filtros para selecionar e eliminar as informações desnecessárias. Esta sobrecarga sensorial pode se apresentar de diversas formas, desde a paralisação total e comportamentos-problema do indivíduo.
Mas é possível selecionar filtros adequados mediando as respostas a cada sistema sensorial, por meio de um conjunto de estratégias que podem ser utilizadas na escola e em casa, considerando os filtros que cada indivíduo com TEA necessite. Isso permitirá que o sistema nervoso se regule, se organize e filtre a entrada de informações, aprimorando o seu desempenho.
Os terapeutas ocupacionais que trabalham com indivíduos com distúrbios do processamento sensorial, frequentemente têm formação complementar à licenciatura, em integração sensorial.